Réus são absolvidos após dois anos presos por falta de provas em caso de homicídio no Norte do Estado Publicado em 24/04/2025 às 9:41 Após passarem mais de dois anos preso preventivamente, a Vara Única de Matupá decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri, ontem, os réus Alessandra Barros Machado e Eduardo Xisto de Souza Lima, que foram acusados de envolvimento no homicídio qualificado de Mayco Pereira de Lima. A decisão foi proferida pelo juiz substituto Marcelo Ferreira Botelho, que também determinou a impronúncia de Gabriel Momolli de Moraes por falta de provas.Na sentença, o magistrado destacou que, durante a instrução processual, não foram apresentadas provas suficientes para comprovar a participação de Eduardo Xisto no crime, e que as suspeitas contra ele se baseavam apenas em alegações frágeis e testemunhos contraditórios.O advogado de defesa de Eduardo, Marcus Augusto Giraldi Macedo, celebrou a absolvição de seu cliente, destacando a injustiça enfrentada por Gabriel durante o processo: “Fizemos justiça. O réu ficou preso por mais de dois anos, acusado de um crime que não cometeu, apenas por boatos e por mentiras. Mentiras repetidas por diversas testemunhas, todas fundadas em uma testemunha que inventou a mentira e causou todo esse transtorno.Macedo destacou ainda que ficou demostrado no processo que “não só com as contradições dessa testemunha durante a audiência — que voltou atrás em tudo que havia dito —, mas também com provas técnicas, que ele não estava no local na hora do crime. E isso com base em relatórios da própria polícia. Então, ontem a população de Matupá fez justiça através do Conselho de Sentença dos Jurados e nós ficamos realmente muito satisfeitos com esse resultado. Tanto que o Ministério Público também aceitou o resultado e já declinou que não vai recorrer deste julgamento.”O CRIMEMayco Pereira de Lima foi morto com um disparo à queima-roupa enquanto jantava em um restaurante local da cidade em 2022 e chocou a população local pela forma como foi executado: a vítima foi surpreendida pelas costas e alvejada com um disparo de arma de fogo, que atingiu órgãos vitais e provocou sua morte imediata. O ataque foi registrado por câmeras de segurança (ASSISTA) e, segundo o inquérito, as imagens ajudaram a identificar supostamente autor do disparo como sendo Eduardo Xisto, que acabou sendo preso na época.ASSITA AQUIFonte: Pauta Livre MT (foto: divulgação)