ELEIÇÃO SUPLEMENTARJustiça mantém cassação e prefeito de Alta Floresta terá que pagar pela própria eleição anulada Publicado em 25/04/2025 às 20:10 Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: montagem/divulgação)A Justiça Eleitoral deu mais um passo firme contra os abusos cometidos nas eleições municipais de 2024 em Alta Floresta. A juíza Janaína Rebucci Dezanetti, da 24ª Zona Eleitoral, negou os recursos apresentados pelo prefeito Valdemar “Chico” Gamba (União Brasil) e pelo vice-prefeito Robson Quintino de Oliveira (MDB), mantendo a cassação dos mandatos por fraude e abuso dos meios de comunicação.A decisão ainda impõe um custo amargo para os próprios responsáveis pelo escândalo eleitoral: Gamba e Quintino terão que arcar com os custos da nova eleição suplementar — um gesto simbólico de responsabilidade, mas que escancara o prejuízo institucional causado à cidade.Não bastasse o uso irregular da máquina pública para desequilibrar o pleito, a defesa tentou recorrer, mas a magistrada foi taxativa: os argumentos já haviam sido rebatidos em decisões anteriores. Agora, os autos seguem para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde a Corte deve confirmar ou reformar a sentença. Caso seja mantida, ambos serão afastados imediatamente dos cargos e ficará autorizada uma nova eleição municipal.A situação é particularmente escandalosa: mesmo reeleito com 82,46% dos votos, Gamba foi acusado de compra de votos — uma afronta direta ao princípio democrático. Enquanto isso, seu vice, que acumula o comando da Secretaria de Governo, também teve a inelegibilidade decretada por oito anos, a partir de 6 de outubro de 2024.A ação revela que, por trás da expressiva vitória nas urnas (foram 23.912 votos contra apenas 5.086 do adversário bolsonarista Oliveira Dias, do PL), existia um aparato de comunicação e estratégias de campanha que violaram regras básicas da disputa eleitoral.Em outras palavras, a democracia local foi manipulada, e agora a conta — financeira, política e moral — chegou. E quem paga primeiro são os próprios culpados. Já a população de Alta Floresta, mais uma vez, vai às urnas não para celebrar a democracia, mas para consertar o estrago feito por quem deveria zelar por ela.