MONITORAMENTOGoverno discute com municípios ações de combate às epidemias de dengue e chikungunya Foto: Lucas Cavalcante Publicado em 14/03/2025 às 9:17 A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) reuniu, na manhã de quinta-feira (13), especialistas e autoridades no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, para discutir medidas urgentes no combate às epidemias de dengue e chikungunya, doenças que têm causado aumento expressivo de casos e mortes no estado. O encontro aconteceu em meio ao agravamento da situação, com as autoridades buscando estratégias para conter a propagação.Entre os participantes estavam representantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, além de técnicos da SES-MT, membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems).Gilberto Figueiredo, secretário estadual de Saúde, destacou o papel crucial da Força Nacional no apoio às ações de controle, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande. “Fortalecer a Atenção Básica e Primária é fundamental para evitar que os hospitais fiquem sobrecarregados. A conscientização da população é essencial, pois mais de 80% dos focos do mosquito estão em residências”, afirmou o secretário, ressaltando a importância da colaboração entre as esferas de governo e a população.Durante o encontro, técnicos da SES-MT apresentaram dados alarmantes sobre o avanço das arboviroses no estado. Em 2025, foram confirmados 17.672 casos de chikungunya, com 23 mortes, além de 11.394 casos de dengue e 8 óbitos. Esse cenário exige medidas drásticas para conter o avanço das doenças.O combate à proliferação do mosquito, segundo os especialistas, exige ações mais eficazes do que a simples pulverização com fumacê. O secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde, Juliano Melo, alertou que, embora o fumacê veicular seja amplamente utilizado, ele não é tão eficiente quanto a eliminação dos criadouros. “Adotamos o fumacê não veicular, com bomba costal, por ter maior eficácia”, explicou.Além disso, foram discutidas medidas práticas que devem ser adotadas pelos municípios, como a ampliação do horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para atendimento contínuo, sem interrupções para o almoço. A prioridade será dada aos grupos de risco, e a vigilância epidemiológica será reforçada. Também foram sugeridas campanhas para aumentar a adesão à vacinação contra a dengue.