Abaixo-assinado pede autonomia administrativa, financeira e acadêmica da UFMT Sinop

Abaixo-assinado pede autonomia administrativa, financeira e acadêmica da UFMT Sinop
Publicado em 24/06/2026 às 8:43

Fonte: Pauta Livre MT/Cleber Romero (foto: divulgação)

Moradores de Sinop lançaram um abaixo-assinado para manifestar apoio à emancipação administrativa, financeira e acadêmica do Câmpus Universitário de Sinop, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com o objetivo de criar uma universidade autônoma na Região Médio-Norte do estado.

O documento destaca o papel estratégico do câmpus desde sua implantação, ressaltando a formação de profissionais qualificados, a produção de pesquisas de impacto e a contribuição para a transformação social e econômica do norte mato-grossense. Segundo os signatários, a distância geográfica e cultural do câmpus sede e as especificidades regionais de cada unidade da UFMT impõem desafios significativos a uma gestão eficiente voltada às demandas locais.

A emancipação é apresentada como oportunidade para consolidar uma universidade mais conectada às necessidades do Norte de Mato Grosso, com maior autonomia para ampliar cursos de graduação e programas de pós-graduação, fortalecer a pesquisa aplicada e a inovação tecnológica, expandir projetos de extensão e otimizar a gestão de recursos humanos, financeiros e materiais. O abaixo-assinado conclama a comunidade acadêmica, lideranças políticas, entidades representativas e a sociedade civil a apoiarem a defesa da emancipação.

No inicio deste mês, a reitora da UFMT, Marluce Aparecida Souza e Silva, formalizou, por meio de documento oficial, que Pauta Livre MT teve acesso com exclusividade, sua posição contrária à emancipação do câmpus de Sinop.

O movimento chamou atenção porque, até então, não havia ficado explícito que a gestão superior era contrária ao processo. A nova manifestação, encaminhada à comunidade acadêmica e ao MEC, alterou o tom do debate sobre a autonomia do câmpus.

Durante a discussão, a ausência de posicionamento claro da reitoria alimentou expectativas e interpretações distintas entre professores, técnicos, estudantes e lideranças políticas. Com o envio do documento, a reitora passa a se colocar de forma objetiva contra a emancipação, o que amplia a repercussão institucional do caso.

Para defensores da separação administrativa, a posição é vista como entrave ao avanço do projeto. Para outros setores, reforça a defesa da unidade da UFMT sob a atual estrutura de gestão. Além do impacto político, o documento recoloca em evidência questões como autonomia administrativa, redistribuição de responsabilidades e definição de rumos para a expansão universitária no estado.