Pastor vê aborto como “homicídio” e defende prisão perpétua para estupradores Publicado em 06/07/2026 às 17:10 Pré-candidato a deputado federal, o Pastor Marcos Ritella (Podemos) afirmou ser contrário ao aborto em qualquer circunstância, incluindo os casos em que a gravidez é resultado de estupro. Em entrevista ao Podcast Midiajur, ele afirma que a interrupção da gestação não pode ser justificada pela violência sofrida pela mulher.“Eu acho que isso é um homicídio. Eu sou totalmente contra o aborto, em 100% dos casos”, declarou.Ritella argumentou que a criança concebida após um estupro não tem responsabilidade pelo crime cometido e, por isso, não pode ser impedida de viver. Segundo o pré-candidato, há exemplos de pessoas que nasceram nessas circunstâncias e construíram trajetórias de sucesso.“A criança que tá ali, ela não tem culpa que a mãe foi violentada ou que aconteceu um desastre no meio do caminho. A gente tem hoje casos de pessoas que foram fruto de um estupro, nasceram e hoje é um empresário bem-sucedido, um cidadão de bem, hoje é um pastor, hoje é um policial, tem uma história na sociedade, tem uma história de vida”, afirmou.Em outro momento da entrevista, reforçou o posicionamento. “Uma criança que tá lá no útero da mãe não tem culpa do que aconteceu no passado”, assinalou.Apesar de defender a manutenção da gestação em qualquer situação, Ritella afirmou que o poder público deve oferecer assistência às vítimas de violência sexual. Para ele, o Estado precisa garantir acolhimento psicológico, emocional, físico e financeiro para ajudar na superação do trauma.“Se tiver uma presença do Estado, se tiver uma presença psicológica, um cuidado físico, um cuidado emocional, um cuidado financeiro, com carinho, com atenção, ser acolhido, esse trauma aí é insuperável”, disse.Durante a entrevista, o pré-candidato também defendeu o endurecimento das penas para crimes sexuais, incluindo a adoção da prisão perpétua para estupradores reincidentes.“Um estuprador não pode estar na rua. Tem estuprador que foi uma, duas, três vezes, prisão perpétua. Prisão perpétua, acabou, não sai mais”, afirmou.Na avaliação de Ritella, punições mais severas funcionariam como fator de intimidação para potenciais criminosos. “Se isso acontecer, o cidadão que pratica esse tipo de crime vai pensar 10, 15 vezes. Fala: ‘Poxa, se eu fizer isso, eu vou ser preso e não vou sair mais'”, concluiu.