Justiça Eleitoral autoriza uso de provas da PF em ação que pode cassar prefeito de Sorriso

Justiça Eleitoral autoriza uso de provas da PF em ação que pode cassar prefeito de Sorriso
Publicado em 12/05/2025 às 18:16

Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: divulgação)

A Justiça Eleitoral autorizou a utilização de provas obtidas pela Polícia Federal durante a Operação Rustius na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pode resultar na cassação do prefeito de Sorriso, Alei Fernandes (União), e de seu vice, Acácio Ambrosini. A decisão foi proferida pela juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso, atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE).

As investigações tiveram início dias antes das eleições de 2024, quando a Polícia Federal apreendeu R$ 300 mil em espécie com o agricultor Nei Frâncio na BR-163, em Sorriso. Frâncio, apoiador da campanha de Alei Fernandes, teria atuado como coordenador financeiro informal, arrecadando doações não declaradas de empresários. Análises do celular de Frâncio revelaram mensagens que indicam um possível esquema de arrecadação ilegal para a campanha.

Em uma das conversas, o empresário Atilio Elias Rovaris, apontado como articulador da campanha, orienta Frâncio a buscar um envelope em Várzea Grande com uma pessoa identificada como W.J.S. A Polícia Federal apurou que o valor foi retirado na sede da empresa L.R.D.C.P. Ltda., no bairro Jardim Glória I, e levado para Sorriso.

A AIJE foi protocolada em 2 de dezembro de 2024 por Leandro Damiani (MDB), candidato derrotado nas eleições. Ele acusa a chapa de Alei e Acácio de abuso de poder econômico, uso de caixa dois e compra de votos. A ação destaca a apreensão dos R$ 300 mil como prova de arrecadação ilícita e aponta o uso de serviços de marketing não contabilizados oficialmente.

A juíza determinou sigilo no processo, restringindo o acesso às partes envolvidas e ao Ministério Público. Caso as acusações sejam confirmadas, Alei Fernandes e Acácio Ambrosini podem ter seus mandatos cassados, serem multados e declarados inelegíveis por oito anos.

A defesa dos acusados ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.