Secretário de Meio Ambiente é criticado por multa seletiva de R$ 12 mil em Sinop e silêncio diante de podas drásticas da Energisa Publicado em 04/07/2025 às 12:36 Fonte: Cleber Romero (foto: montagem)O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Sinop, Jorge Muller foi duramente criticado na tribuna da Câmara de Vereadores, em Sinop. O motivo é uma multa de R$ 12 mil aplicada a um empresário por realizar poda em árvores na calçada de sua residência, enquanto podas drásticas promovidas pela concessionária de energia a Energisa, no município seguem sem qualquer punição.Durante a sessão legislativa, o vereador Elbio Volkweis não poupou críticas ao secretário. Segundo ele, a penalização imposta ao empresário foi desproporcional e seletiva. “Um empresário da nossa cidade podou seis árvores ao redor de sua casa, do mesmo jeito que fazemos aqui na Câmara, deixou tudo bonito, organizado, como deve ser. E recebeu uma multa de R$ 12 mil. Isso é um absurdo”, protestou o vereador.Volkweis ainda revelou que tentou contato com Muller para questionar o critério da punição, mas não obteve resposta. “Mandei mensagem e ele não respondeu. O secretário não está aí só para usar chapéu, desfilar e tirar foto. Precisa responder os vereadores e a população”, disparou.A crítica ganha mais força diante da omissão da secretaria quanto a outras situações graves de responsabilidade ambiental e urbana. Entre elas, o vereador destacou a ausência de fiscalização sobre os fios de internet soltos pela cidade, que já causaram acidentes graves com motociclistas. “Em 2021, apresentamos aqui nesta casa, junto com o vereador Sérgio Garcia e o atual vice-prefeito Paulinho Abreu, um projeto para fiscalizar esses cabos soltos. Até hoje, nenhum secretário foi verificar. Por que será?”, questionou o parlamentar.Volkweis também apontou que, enquanto a poda simples feita por um cidadão é multada com rigor, as podas agressivas feitas por empresas de energia — que deixam árvores desfiguradas, passam impunes.Outro ladoAté o momento, o secretário Jorge Muller e a prefeitura de Sinop não se manifestaram oficialmente sobre o caso.