Sindicato dos Jornalistas pede sindicância contra vereador de Sinop por quebra de decoro Publicado em 26/09/2025 às 7:30 Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: assessoria/arquivo)O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) protocolou, ontem, na Câmara de Vereadores de Sinop, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Marcos Vinicius Borges (PSDB). O documento, assinado pelo presidente da entidade, Itamar Perenha, solicita a abertura de sindicância ou inquérito para apurar supostas ofensas proferidas pelo parlamentar contra o jornalista Leandro Lima.Segundo o sindicato, Marcos Vinicius teria feito um comentário ofensivo em uma publicação do jornalista nas redes sociais, questionando: “Está frio lá? Porque ele está tremendo?”. A postagem foi apagada posteriormente, mas motivou um Boletim de Ocorrência. Leandro afirmou que a fala tem caráter discriminatório por estar relacionada à sua condição de saúde, já que é portador de tremor essencial, doença neurológica que provoca tremores involuntários em partes do corpo.O caso ganhou repercussão maior na última sessão da Câmara, no dia 22, quando o vereador, da tribuna, reiterou críticas ao jornalista e classificou sua reação como “vitimismo”. Para o Sindjor, a fala teria ampliado o ato injurioso, agora dentro do plenário da Casa de Leis.Na representação, a entidade cita o inciso II do parágrafo 2º do artigo 258 do regimento interno da Câmara, que prevê censura escrita a vereadores que praticarem ofensas físicas ou morais, inclusive no âmbito da instituição. O sindicato pede que, se comprovada a infração, sejam aplicadas as penalidades do artigo 257: censura, suspensão de até 120 dias ou perda de mandato.Marcos Vinicius também afirmou em plenário que “boletim de ocorrência é versão unilateral” e que “print, sem ata notarial, é meramente um print; a mais frágil das provas”.Na história política de Sinop, apenas um vereador teve mandato cassado pelos pares: Fernando Brandão, em 2017.O presidente da Câmara, Remídio Kuntz, decidirá se acata a representação. Caso seja admitida, o processo será encaminhado à Corregedoria, hoje sob responsabilidade do vereador Moisés Tavares, corregedor substituto, já que o titular é o próprio denunciado, Marcos Vinicius.