Audiência pública da ALMT expõe falta de transparência da Eletrobras e Copel de diagnóstico concluso da UHE Colíder

Audiência pública da ALMT expõe falta de transparência da Eletrobras e Copel de diagnóstico concluso da UHE Colíder
Publicado em 23/09/2025 às 9:42

Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: assessoria)

A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, proposta pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), revelou a gravidade da situação da Usina Hidrelétrica Colíder, no rio Teles Pires. O encontro, que reuniu autoridades, lideranças locais e comunidades atingidas, deixou evidente a falta de transparência e de comunicação da Eletrobras e da Copel sobre o rebaixamento do reservatório e os riscos estruturais da barragem.

Desde 2022, a usina opera em nível de atenção devido a falhas no sistema de drenagem. Em agosto, cinco dos 70 drenos apresentaram problemas, levando ao rebaixamento emergencial do reservatório. O Ministério Público Estadual (MP-MT) classificou a situação como de risco elevado e deu prazo de 120 dias para que a Eletrobras e a Copel apresentem um plano de descomissionamento (desativação), caso as falhas não sejam corrigidas.

Segundo a promotora Grasiella Salina Ferrari, a barragem é classificada como de dano potencial alto: em caso de rompimento, haveria perdas humanas e grandes impactos ambientais e econômicos. O MP-MT também pediu à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) a revisão da licença ambiental da usina.

A Eletrobras afirma que já iniciou ações de monitoramento, relatórios semanais e medidas de contingência, mas reconheceu que precisa melhorar o diálogo com a população. Apesar dos problemas, a empresa garante que a usina segue em operação parcial e que busca avançar no diagnóstico definitivo para recuperar a normalidade.

O procurador de Justiça Gerson Barbosa destacou que o caso exige equilíbrio entre desenvolvimento econômico, social e ambiental, e reforçou que a prioridade é a segurança da barragem e das comunidades no entorno.