Especialista em satélites de Mato Grosso será destaque em podcast nacional sobre tecnologia e ciência

Especialista em satélites de Mato Grosso será destaque em podcast nacional sobre tecnologia e ciência
Publicado em 21/07/2025 às 9:20

Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: assessoria)

O professor doutor em sensoriamento remoto orbital avançado e CEO da SpectraX, Carlos Silva Junior, é o convidado especial do RedCast, um dos principais podcasts nacionais, para falar sobre ciência e tecnologia. O episódio vai ao ar nesta quarta-feira (23), às 19h (horário de Mato Grosso). O canal conta com mais de 330 mil inscritos no YouTube e 119 mil seguidores no Instagram.

Carlos ganhou projeção nacional após publicar um vídeo nas redes sociais que viralizou, ultrapassando a marca de 350 mil visualizações. No conteúdo, ele desmistifica os supostos impactos de um eventual corte do sinal GPS pelos Estados Unidos, tema que será aprofundado durante o episódio do RedCast.

“Precisamos, antes de tudo, manter a calma. O sinal civil do GPS é utilizado globalmente, inclusive por países que têm atritos com os EUA, como China e Irã. Tecnicamente, é possível embaralhar sinais em zonas de guerra, mas nunca na história o GPS foi cortado por razões políticas. Isso afetaria até empresas americanas e a confiança mundial no sistema”, explicou Carlos.

O pesquisador também destacou que o Brasil já opera com múltiplos sistemas de navegação por satélite, como o GLONASS (Rússia), o Galileo (União Europeia) e o Beidou (China), este último em funcionamento desde 2020.
“Celulares modernos, tratores e embarcações já captam múltiplos sinais de sistemas GNSS. Um exemplo é o iPhone 12, que já opera com GLONASS e Galileo há bastante tempo”, completou.

Para Carlos Silva Junior, o maior desafio enfrentado hoje não é tecnológico, mas a desinformação. “Se o GPS desaparecesse amanhã, causaria transtornos, claro. Mas o país não pararia. O verdadeiro problema é a desinformação, que tenta apagar a ciência e o bom senso. Isso nos obriga a refletir: o Brasil precisa de um sistema próprio. Precisamos buscar soberania tecnológica.”