Ex-prefeito deixa herança amarga em Cláudia e moradores vão pagar IPTU com aumento de até 200%

Ex-prefeito deixa herança amarga em Cláudia e moradores vão pagar IPTU com aumento de até 200%
Publicado em 13/06/2025 às 15:49

Fonte: Pauta Livre MT (foto: assessoria/arquivo)

Os moradores de Cláudia (90 quilômetros de Sinop) vão sentir no bolso um aumento expressivo no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) esse ano, que pode chegar até 200%. O reajuste ocorre após 12 anos sem atualização na Planta de Valores Genéricos do município — base utilizada para o cálculo do imposto.

O Projeto de Lei nº 058, de 23 de outubro de 2024, encaminhado à Câmara Municipal pelo então prefeito Altamir Kürten, aprovou a nova Planta de Valores Genéricos de Cláudia, conforme previsto no Código Tributário Municipal. A nova base de cálculo já está em vigor para o lançamento do IPTU deste ano.

Segundo o texto da lei, os valores atualizados serão corrigidos anualmente pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), até que haja nova revisão da planta. A defasagem de mais de uma década, somada à valorização dos imóveis no município, fez com que o impacto do reajuste fosse sentido de forma imediata e significativa pela população.

O vereador Leandro Aluiso se pronunciou nas redes sociais afirmando que, embora tenha sugerido alternativas para suavizar o impacto, a legislação vigente não oferece margem para muitas mudanças.

“O IPTU 2025 aumentou. Vamos ao motivo. Apresentei várias propostas para diminuir o impacto desse aumento, mas a legislação atual não permite muitas alternativas. O que foi aprovado no final de 2024 pela gestão anterior foi a nova planta de valores genéricos, que atualiza os valores dos imóveis usados como base de cálculo do IPTU. Essa mudança entrou em vigor agora, em 2025”, explicou o vereador em vídeo.

Ainda segundo Aluiso, a troca de sistema dentro da Prefeitura evidenciou a defasagem nos valores e a atualização foi aplicada de forma imediata. “Os preços dos terrenos e o custo da construção subiram muito nos últimos anos e isso refletiu diretamente no valor cobrado”, completou.

A atualização da planta de valores é uma exigência legal e necessária para que os municípios mantenham a arrecadação em linha com a realidade do mercado imobiliário. No entanto, o longo período sem revisão fez com que a correção ocorresse de forma abrupta, causando forte repercussão entre os contribuintes.