Max Russi é contra aumento no número de deputados estaduais, mas mudança é obrigatória

Max Russi é contra aumento no número de deputados estaduais, mas mudança é obrigatória
Publicado em 20/05/2025 às 15:30

partir das próximas eleições, Mato Grosso contará com 30 deputados estaduais. O número atual, de 24 parlamentares, será ampliado em seis vagas como reflexo direto do aumento da bancada federal do estado, que passará de 8 para 10 representantes na Câmara dos Deputados.

A mudança segue o que determina a Constituição Federal, que estabelece a relação de três deputados estaduais para cada federal, com teto de até 36 parlamentares nas assembleias legislativas.

Apesar de ser uma alteração automática por força de lei, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), demonstrou pouco entusiasmo com o aumento. “Não temos a necessidade”, afirmou. “É uma lei e temos que atender. Quando criam-se vagas no Congresso, criam-se aqui também.”

O acréscimo de vagas tanto na bancada estadual quanto na federal tem como base o crescimento populacional registrado em Mato Grosso nos últimos anos. A redistribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados era debatida há mais de 20 anos e finalmente saiu do papel.

Russi avalia que o impacto mais relevante está em Brasília. “As duas vagas em Brasília são muito importantes para Mato Grosso. Passaremos de oito para 10 deputados federais, ou seja, dois deputados a mais para qualquer votação no Congresso que vai definir projetos importantes para o Brasil e para o estado.”

Segundo ele, o aumento da representação federal fortalece o poder de decisão do estado em votações estratégicas. “A nossa representatividade será aumentada. É uma conquista fruto do crescimento de Mato Grosso”, destacou.

Ele também criticou a antiga desigualdade entre estados. “Não é justo que estados com populações menores que o estado de Mato Grosso tenham mais deputados e, consequentemente, em uma votação consigam levar mais recursos para os seus estados.”

Mesmo considerando desnecessária a ampliação no legislativo estadual, Russi reconhece que a mudança é irreversível. “É um caminho sem volta”, afirmou.

O impacto da medida deve refletir também nos gastos da Assembleia Legislativa, que precisará acomodar seis novos parlamentares e suas respectivas estruturas de apoio a partir de 2026.