Plantio do algodão em MT recua, mas área ainda supera safra passada

Plantio do algodão em MT recua, mas área ainda supera safra passada
Publicado em 15/04/2025 às 9:28

A área cultivada com algodão em Mato Grosso na safra 2024/25 ficou em 1,51 milhão de hectares, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) finalizado após o fim da semeadura em fevereiro. O dado representa um recuo de 1,18% frente à estimativa anterior, divulgada em março, mas ainda assim supera em 2,97% a área efetivamente plantada na safra 2023/24.

Segundo os analistas do Imea, a retração é resultado do atraso no ciclo da soja, que comprometeu o calendário do algodão. “Essa redução observada foi reflexo, principalmente, do atraso da semeadura da soja, e consequentemente, na colheita da oleaginosa, o que comprometeu o plantio do algodão e estreitou o período de janela ideal da cultura”, destaca o instituto.

Ainda com essa redução pontual, a expansão da área cultivada frente à safra anterior indica o otimismo do setor com os preços e a demanda do mercado. Apesar disso, a produtividade estimada é de 284,26 arrobas por hectare, uma queda de 2,56% em relação ao ciclo passado. O Imea optou por manter a média histórica como referência, dado que o algodão ainda está em fase inicial de desenvolvimento.

Os técnicos do instituto relataram que as condições climáticas vêm sendo positivas até o momento, favorecendo a cultura. No entanto, os volumes de chuva em abril serão determinantes, especialmente para as áreas semeadas mais tardiamente. “O comportamento pluviométrico nas próximas semanas vai definir a performance dessas lavouras”, informou o Imea.

Com base nas estimativas atuais, a produção de algodão em caroço foi projetada em 6,42 milhões de toneladas, enquanto a pluma deve alcançar 2,67 milhões de toneladas. Ambos os volumes representam quedas em relação à projeção de março, de 1,20% e 1,21%, respectivamente. No comparativo anual, no entanto, há leve alta de 0,34% e 0,38%.

Os desafios logísticos e os custos de produção também seguem no radar dos produtores. A expectativa do setor é de que, com condições climáticas favoráveis e estabilidade nos preços internacionais, a produtividade possa se recuperar nos próximos ciclos, reforçando a liderança de Mato Grosso como maior produtor nacional da fibra.