Prefeito cobra do governo de MT recuperação de 65 km da MT-220 entre Tabaporã e Porto dos Gaúchos; assista

Prefeito cobra do governo de MT recuperação de 65 km da MT-220 entre Tabaporã e Porto dos Gaúchos; assista
Publicado em 17/05/2026 às 12:31

Fonte: Pauta Livre MT/Cleber Romero (foto: Pauta Livre MT)

A precariedade de um trecho de apenas 65 quilômetros da MT-220, entre Tabaporã e Porto dos Gaúchos, voltou ao centro das cobranças contra o Governo de Mato Grosso. De acordo com o prefeito de Porto dos Gaúchos (200 km de Sinop), Vanderlei Antônio de Abreu, a prefeitura já fez diversos apelos à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com envio de relatórios, fotos, coordenadas, datas e horários, mas o problema continua sem solução efetiva.

Segundo o prefeito, o trecho, que é de responsabilidade do Estado, se transformou em um corredor de risco para quem depende da rodovia no dia a dia. A principal reclamação é a falta de providência por parte do governo estadual para recuperar a pista ou incluir parte do trecho para concessão, como já ocorre em parte da rodovia (entre Sinop até Tabaporã).

“Já cobramos, já passamos os relatórios com fotos, com coordenadas, com data também, hora”, afirmou Vanderlei, ao relatar que a gestão municipal tem insistido para que a Sinfra autorize um aditivo contratual ou transfira de vez o trecho para a concessão, encerrando o impasse que se arrasta enquanto a população segue exposta.

O cenário descrito pelo prefeito é de buracos profundos, perda de controle de veículos e sequência de acidentes. Vanderlei contou que presenciou o capotamento de uma carreta no local e relatou outros casos registrados nos últimos dias. “Tivemos mais dois ou três acidentes na semana passada ali”, disse. Em outro episódio, segundo ele, uma caminhonete saiu da pista após atingir um buraco, com pneu e roda estourados.

O prefeito também citou o caso de uma vereadora de Juína, que, conforme o relato, teve duas rodas do carro danificadas no trecho e precisou de socorro durante a madrugada. Os episódios reforçam a avaliação de que o problema já ultrapassou o desconforto e passou a representar uma questão direta de segurança viária.

A crítica do gestor municipal é direta: o Estado tem empresa contratada para atender a rodovia, mas, na prática, a resposta não chega a quem utiliza a estrada. “O Estado tem uma empresa que é contratada por isso, mas não está fazendo o papel dela”, afirmou.

A cobrança ganha ainda mais peso porque o trecho liga Porto dos Gaúchos à região de Sinop, cidade que funciona como polo para moradores do noroeste, do médio-norte e até do sul do Pará, segundo o prefeito. É para lá que a população se desloca em busca de serviços, comércio, manutenção de veículos, peças, saúde e educação superior. Na prática, quando o Estado falha em garantir trafegabilidade na MT-220, compromete o acesso da população a atividades essenciais.