Prefeito se contradiz e expõe apoio ao garimpo ilegal em rios em Peixoto de Azevedo Publicado em 09/06/2025 às 10:10 Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: reprodução)Durante um encontro, esta manhã, na rua com balseiros que exploram ilegalmente o rio Peixoto, o prefeito de Peixoto de Azevedo (197 quilômetros de Sinop), Nilmar Nunes de Miranda, conhecido como Paulistinha, se mostrou mais alinhado aos interesses dos garimpeiros do que à defesa do meio ambiente e da legalidade.Em um discurso confuso, repleto de insinuações e ataques velados a órgãos de fiscalização como a SEMA (Secretaria de Meio Ambiente), Paulistinha criticou a atuação de um servidor que, segundo ele, teria saído da cooperativa de garimpeiros de Peixoto e hoje, em Guarantã, estaria “arrebentando com os balseiros”. “Esse cara sabe todas as rotas que vocês trabalham”, afirmou o prefeito, em um tom que mais parece proteger os responsáveis pela degradação ambiental do que cumprir seu papel institucional.O mais grave, porém, é a contradição explícita nas palavras do prefeito. Há poucos dias, em outra fala pública, Paulistinha havia declarado com veemência que não aceitaria mais a presença de balsas próximas ao ponto de captação de água do município. “Na minha administração, eu não vou aceitar mais balsa em frente à captação da água”, afirmou destacando o risco à saúde pública.Agora, diante da pressão dos garimpeiros, Paulistinha volta atrás, muda o tom e se posiciona como defensor dos mesmos que estão comprometendo o abastecimento da cidade com sedimentos, lama e mercúrio — elementos comprovadamente presentes nas áreas de garimpo fluvial.No mês passado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente realizou fiscalização em rios da região de Peixoto de Azevedo contra a prática de garimpo ilegal. A ação foi requerida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso após risco eminente de contaminação da água fornecida à população em razão do garimpo ilegal.De acordo com o balanço da operação, foram inutilizados nove motores diesel de balsas garimpeiras, sendo um escariante; sete antenas de internet Starlink; duas caixas gravimétricas de seis polegadas e oito barras de cano de seis polegadas, utilizados para extração ilegal. As multas relacionadas à degradação ambiental estão sendo calculadas.Conforme averiguação da Sema, todas as atividades fiscalizadas estavam operando sem licenciamento, causando poluição ambiental com avanço em Área de Preservação Permanente (APP), gerando erosão e sedimentos no leito dos rios Peixoto, Peixotinho e Braço Norte.No caso do rio Peixoto, as balsas estavam próximas captações de água bruta dos munícipios de Matupá e Peixoto de Azevedo, impactando em uma população de, aproximadamente, 50 mil habitantes.