Promotor prorroga investigação sobre possível uso indevido de recursos públicos na Câmara de Cláudia

Promotor prorroga investigação sobre possível uso indevido de recursos públicos na Câmara de Cláudia
Publicado em 08/01/2026 às 7:48

Fonte: Pauta Livre MT/Cleber Romero (foto: Pauta Livre MT)

O promotor de Justiça Edinaldo dos Santos Coelho, da 1ª Promotoria de Justiça de Cláudia, determinou a prorrogação do prazo de investigação que apura uma denúncia de possível utilização indevida de bens ou dinheiro público pela Câmara Municipal de Vereadores do município, localizado a cerca de 90 quilômetros de Sinop.

A apuração é conduzida no âmbito do Ministério Público de Mato Grosso e tem como base suspeitas de violação aos princípios da administração pública e eventual danos ao erário, conforme previsto na Constituição Federal e na Lei de Improbidade Administrativa.

Conforme Pauta Livre MT informou, com exclusividade, em novembro do ano passado, a denúncia aponta que a Câmara Municipal de Cláudia estaria utilizando recursos públicos para custear a transmissão de sessões legislativas por meio de um canal no YouTube pertencente a uma empresa privada, em vez de utilizar um canal institucional próprio, que poderia ser criado gratuitamente na plataforma.

O procedimento investiga se a prática pode configurar desvio de finalidade e uso indevido de verba pública, considerando que a transmissão das sessões é uma obrigação legal e deve observar o princípio da publicidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal. O uso de canal privado pode resultar em promoção indevida de terceiros e vincular a atividade pública a interesses particulares. A Câmara deixaria de fortalecer sua identidade institucional e perderia o controle sobre o conteúdo oficial. Há indícios de gasto irregular, uma vez que o serviço poderia ser realizado gratuitamente pela própria instituição.

O Ministério Público deverá requisitar documentos, contratos e outras informações à Câmara Municipal para verificar se houve prejuízo aos cofres públicos e se a conduta pode caracterizar ato de improbidade administrativa.

O procedimento tramita sob sigilo e em fase preliminar de apuração. Caso as irregularidades sejam confirmadas, poderão ser adotadas medidas de natureza civil e administrativa contra os responsáveis.