Salles critica “indústria do atraso” em obras no MT Publicado em 23/04/2025 às 17:53 O deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) criticou duramente o que chamou de “indústria do atraso” em obras de infraestrutura no Brasil e, especialmente, em Mato Grosso. Segundo ele, interesses econômicos e lobby de ONGs têm usado causas ambientais e indígenas para travar projetos estratégicos, como a Ferrogrão e a duplicação da BR-163.“É uma hipocrisia. Criam dificuldade para vender facilidade. Há toda uma estratégia de extorsão, com mentiras e discursos dissimulados que paralisam o país”, disse, em fala feita durante evento nesta semana.Salles citou como exemplo o caso do linhão de transmissão entre Boa Vista e Manaus, que ficou travado por dez anos. Segundo ele, a demora se deu por uma “manipulação da pauta indígena” a serviço dos fornecedores de óleo diesel, interessados em manter as termoelétricas em funcionamento na região de Roraima. “O Brasil ficou refém de energia cara e poluente porque alguns não queriam perder a mamata. Fizeram de tudo, até exigir tradução de documentos para vários dialetos indígenas, só para travar o linhão”, afirmou.Trazendo a discussão para Mato Grosso, o deputado comparou a situação da Ferrogrão à do linhão. “Estão repetindo a estratégia: usam a pauta ambiental para esconder uma disputa comercial. Concorrentes do transporte ferroviário financiam ONGs e líderes indígenas para barrar o projeto”, acusou.Ele também criticou os entraves enfrentados para duplicar a BR-163, considerada uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola do estado. “Não tem cabimento o que estão fazendo com a logística de Mato Grosso. Estamos amarrando o desenvolvimento em nome de interesses que nada têm a ver com o meio ambiente.”Para Salles, impedir o progresso com base em disputas ideológicas e burocracias ambientais só agrava problemas sociais e ambientais. “O maior inimigo do meio ambiente é a miséria. Sem desenvolvimento, o tráfico toma conta, a criminalidade aumenta, o saneamento não avança, o lixo não é tratado. Não existe preservação ambiental verdadeira com um país quebrado.”Ele também criticou o sistema de licenciamento ambiental, classificando-o como uma “batalha ideológica” que serve a interesses privados. “Não ajuda o meio ambiente. Ajuda o cofre da ONG, o bolso do acadêmico que dá parecer, mas não protege a natureza de verdade.”Salles defende um novo modelo, que concilie desenvolvimento econômico com preservação responsável, sem “viés ideológico” nem uso político das causas ambientais.