Seis dos 14 presos envolvidos no assalto a banco em Brasnorte têm prisão preventiva decretadaAté o momento, 14 pessoas já foram presas por envolvimento no crime. Dois PMs teriam recebido dinheiro para atrasar a perseguição dos criminosos após o assalto. Publicado em 05/08/2025 às 9:39 Fonte: Raiane Florentino/Pauta Livre MTNesta segunda-feira(4), o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) divulgou as decisões de manter a prisão de seis dos 14 suspeitos de envolvimento no assalto a um banco em Brasnorte no último domingo (3).Entre os investigados estão os quatro homens que executaram o assalto e levaram o dinheiro e os dois reféns, além dos dois cabos da Polícia Militar, suspeitos de terem ajudado a quadrilha a fugir do local. Todos foram presos no último sábado (2) e tiveram as prisões convertidas em preventivas.A denúncia feita pelo MPMT aponta que o crime demonstrou alto grau de periculosidade social, logística sofisticada, emprego de violência armada, subtração de valores elevados e uso de reféns como escudo. No caso dos PMs, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) informou que as análises foram feitas seguindo o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar.Os presos foram autuados por roubo majorado, associação criminosa armada e sequestro. Inicialmente, as investigações seguiam na linha de que o assalto teria sido praticado na modalidade ‘novo cangaço’, mas o delegado Gustavo Belão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), afirma que o crime não se enquadra nessa modalidade pela maneira como foi cometido.Segundo a polícia, o assalto teria sido planejado cerca de 20 dias antes, em reuniões feitas pelos suspeitos. O crime contou com o apoio logístico de diversas pessoas, incluindo um agiota e um recepcionista do hotel, onde um quarto estaria reservado para a quadrilha se abrigar após o assalto.Ainda de acordo com as investigações, os policias militares teriam recebido dinheiro para esperar por cinco minutos antes de iniciarem as buscas pelos criminosos, que foram identificados e localizados através dos carros que utilizaram durante a fuga. Eles chegaram a incendiar um dos veículos para despistar a equipe da polícia.O dinheiro roubado ainda não foi recuperado e a investigação aponta que os suspeitos pretendiam dividir o valor para dificultar o rastreamento. O valor estimado e a localização do montante e de outros possíveis envolvidos seguem em investigação.