Sindicato Rural de Sinop liderou mobilização que levou o CADE a extinguir Moratória da Soja

Sindicato Rural de Sinop liderou mobilização que levou o CADE a extinguir Moratória da Soja
Publicado em 20/08/2025 às 7:20

Fonte: Redação Pauta Livre MT (foto: assessoria)

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) extingue, em medida cautelar, a Moratória da Soja, determinando que as empresas envolvidas interrompam imediatamente a prática sob pena de multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento.

A decisão nacional tem raízes em Sinop. O Sindicato Rural de Sinop foi o primeiro a levantar a bandeira contra a moratória, organizando uma reunião que contou com a presença de mais de 100 prefeitos e do governador do Estado, abrindo o caminho para uma mobilização que ganhou força e resultou na articulação da Aprosoja Mato Grosso.

O presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson José Redivo, destacou o papel da entidade no movimento “Dia 18 de agosto, um dia memorável para o produtor brasileiro. Conseguiu-se extinguir a moratória da soja no CADE. Um trabalho que iniciou no Sindicato Rural de Sinop, onde organizou-se a primeira reunião com mais de 100 prefeitos junto ao governador de Estado e ali desencadeou um processo visando eliminar a moratória da soja, encampado pela Aprosoja. A Aprosoja Mato Grosso seguiu trabalhando sistematicamente, promovendo outras ações que culminaram no fim da moratória. Esse resultado demonstra a importância do trabalho das entidades em benefício dos produtores, que estavam sendo impactados pela moratória”.

A suspensão da Moratória da Soja foi oficializada nesta segunda-feira (18) e atende a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O processo, porém, vinha sendo construído desde as representações apresentadas por quatro entidades: Câmara dos Deputados, Senado Federal, CNA e Aprosoja-MT.

Segundo o CADE, a moratória representava uma prática anticompetitiva e poderia causar prejuízos econômicos significativos ao setor e ao país. A CNA reforçou seu pedido com um parecer econômico apontando os danos concretos, argumentando que os produtores não poderiam esperar a conclusão do julgamento sem que houvesse uma medida preventiva. Com a decisão, as empresas que mantinham a moratória devem suspender imediatamente a restrição. O descumprimento acarretará multa diária de R$ 250 mil.

Para os produtores rurais, a decisão significa o fim de um impasse que limitava a comercialização da soja e impactava diretamente a competitividade do setor. A vitória reforça a importância da união das entidades representativas, desde a articulação inicial em Sinop até o respaldo nacional da CNA.

Mais do que um marco jurídico, o episódio evidencia a força política e organizacional do agronegócio brasileiro e o protagonismo do Sindicato Rural de Sinop, que transformou uma mobilização local em um movimento de repercussão nacional.